• Henrique Vignando

Modelo Squads para times de Dados



Uma premissa clara sobre times, é que cada um sabe fazer uma determinada atividade melhor, seja porque gosta, por possuir mais experiência ou afinidade na área. No entanto quando trabalhamos com multiprojetos é comum uma pessoa assumir mais de uma atividade durante a operação desses projetos.

Nesse artigo vou apresentar como o modelo de Squads pode ajudar a quebrar esse ciclo não gerenciável de recursos em um ambiente multiprojetos de dados, com os seguintes passos:

  • O cenário de projetos de dados;

  • As pessoas do time e suas principais habilidades;

  • Adoção do modelo - Matrix de Squads;

  • Preparando um modelo de transição.

Nos filmes de esquadrão (como a trilogia dos Mercenários), cada um tem a sua função especifica e ele executa no momento perfeito sua habilidade pra cumprir a missão. Assim é nosso objetivo com a aplicação do modelo Squads, com o objetivo de obter a entrega "perfeita" com cliente (missão da Squad).


O cenário de projetos de dados


Olhando para um projeto de dados de ponta-a-ponta, podemos observar algumas características comuns, como: o domínio do negócio, os dados disponíveis sobre ele, como transformar esses dados em valor e por final manter tudo isso em pleno funcionamento, gerando valor continuamente.

Para tal resultado visualizamos algumas habilidades importantes nesse processo.

  1. Visão de Negócio;

  2. Manipulação de Dados;

  3. Apresentação/Visualização de Dados;

  4. Automação e Suporte.

As pessoas do time e suas principais habilidades


Após entender o cenário de um projeto de dados e suas necessidades precisamos olhar para os perfis das pessoas em nosso time. Mapeando as habilidades necessárias dos projetos de dados em pessoas, encontramos os perfis: analista de negócios para atender a Visão de Negócios e possivelmente a Apresentação/Visualização de Dados, o engenheiro de dados para atender Manipulação de Dados e os desenvolvedores e analista de suporte para a Automação e Suporte. Surge um novo perfil chamado de visualização de dados (DataViz) para responder melhor a habilidade de Apresentação/Visualização de Dados. Logo podemos sintetizar os perfis como:

  • Analista de negócios;

  • Engenheiro de Dados;

  • Visualização de Dados (DataViz);

  • Desenvolvedor;

  • Analista de suporte.

Adoção do modelo - Matrix de Squads


O modelo Squad visa separar partes do projeto ou cada projeto em um sub-grupo de pessoas, cada um com sua função/habilidade bem definida dentro do projeto. Como pode ser visto na imagem abaixo.

O modelo Squads originalmente possui uma máxima: "pequenos times multidisciplinares, auto-organizados, que sentam próximos uns dos outros, tem a responsabilidade ponta-a-ponta de um produto e compartilham da mesma missão". O modelo enfatiza:

  • Times multidisciplinares;

  • Autonomia ponta-a-ponta;

  • Foco no produto/projeto;

  • Times com a mesma missão.

Dada essa definição podemos adaptar esse modelo a realidade de multiprojetos de dados.


Preparando um modelo de transição


Sabendo que esse modelo impacta em uma mudança cultural na organização, para obter melhores resultados e não sofrer com uma ruptura abrupta no processo atual. Se faz necessário um modelo de transição, comece adotando o modelo em um projeto novo, definindo estes papeis e assim por diante. Após uma maturidade adquirida nos novos projetos e com o tempo de experiência do com o modelo, implemente no restante da organização.


Conclusão


Este modelo oferece alguns resultados bastante claros, as frentes de trabalho durante o ciclo de vida de um projeto ficam evidenciadas e direcionadas dentro do time.

  • Quem define a necessidade de negócio e irá valida-las com cliente,

  • Quem realiza a manipulação dos dados

  • Quem aplica a visualização de dados

  • Quem mantem a automação dos processo

  • Quem dá o suporte ao projeto após implantado.

Esses limites de responsabilidade bem definidos no projeto gera naturalmente maior engajamento do time e com isso a melhoria na entrega do projeto - a entrega "perfeita".


É importante dizer que não existe um modelo mágico que atende a todos os cenários de projetos. Por isso, olhe para sua organização, seus projetos e colaboradores, identifique esses pontos e trabalhe na matriz para adaptar a sua realidade.



Henrique Vignando Eng. Software/dados @henriquevignando


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